quinta-feira, 17 de setembro de 2015

005 - Primeira vez no Brasil que fica no Hemisfério Norte

Final de 2009, eu já morando em Porto Velho, que fica em Rondônia (que não é o mesmo estado que Roraima e nunca cometa a tolice de trocar os dois nomes, a menos que você seja lesado a ponto de confundir paulista com carioca), surge uma oportunidade de fazer um curso em Boa Vista, que é a capital de Roraima, não de Rondônia. 

Tudo bem, vamos aclarar um pouco as coisas. Dê uma olhada no mapa e eu vou te ensinar a nunca mais confundir os dois estados. Saindo de Brasília e indo em direção ao norte, o primeiro que você encontra é o primeiro na ordem alfabética, Rondônia, que fica abaixo do Amazonas. Continuando, logo acima do Amazonas, você encontrará Roraima, que vem depois de Rondônia tanto no mapa (se você tiver como ponto de partida Brasília) quanto no alfabeto. Entendeu? Como Rondônia aparece antes no alfabeto do que Roraima, sua sigla é “RO”. Já a sigla “RR” é de Roraima e acho que não preciso explicar o motivo.


Enfim, surgiu uma oportunidade de aprimoramento profissional em Boa Vista, por meio de um curso de dois dias. Além de todo o aprendizado, eu ainda poderia ter a chance de conhecer mais uma capital brasileira, tudo isso sem custo algum para mim. É o que eu sempre digo: só há uma coisa melhor do que viajar, que é viajar sem gastar nada. Olhando a programação do evento, que aconteceria na quinta e na sexta-feira, quase tive um colapso cardíaco ao ver o nome de um dos palestrantes: Amyr Klink!

Eu quase não sou fã do sujeito. Só li todos os livros dele e comprei um barco a vela inspirado pelas jornadas no maior velejador brasileiro. Traduzindo tudo em miúdos, há algum tempo eu já vinha matutando uma ida a Roraima, não sei por qual razão, e de repente me apareceu uma oportunidade de estudar por lá, de graça, tendo de lambuja uma palestra de um dos meus maiores ídolos. Pensa que acabou por aí? A programação ainda incluía uma viagem técnica a Santa Elena de Uairén, já na Venezuela, logo depois da divisa com o Brasil. 

Claro, o Tribunal não iria pagar diária alguma a mais para quem quisesse ficar no sábado e qualquer coisa além de sexta-feira era por conta dos participantes. Pensei comigo: uma diariazinha de hotel pela oportunidade de pisar em um país que não conheço? Muito barato!



Olhei no mapa e vi que a fronteira com a antiga Guiana Inglesa, hoje República Cooperativista da Guiana (não me pergunte o que significa esse cooperativista), ficava a pouco mais de 100 quilômetros de Boa Vista, por uma estrada asfaltada. Novamente, raciocinei: por que não pagar outra diariazinha no hotel e ficar também no domingo, para poder alugar um carro e cruzar a fronteira guianense? Quando na vida eu teria outra oportunidade de ir àquele país? Mergulhado nesses propósitos, marquei a minha passagem para domingo à noite, fazendo reserva de mais duas diárias no hotel.

Alexandre Henry Alves
alexandre.henry.alves@gmail.com

004 - A paixão pelas viagens

Existem dois tipos de viagens: a que você escolhe o destino e a que o destino te escolhe. Na maioria das vezes, a gente decide que vai tirar férias e depois se põe a escolher o destino: praia, serra, visita a parentes, Disney, Europa, fazenda – para onde eu vou? 

A escolha depende do tempo livre, dos desejos do momento e, principalmente, do bolso. Mas, há outro tipo de viagem, aquela na qual você descobre algum destino, fica cismado com ele, depois passa a encantado e então promete a si mesmo que um dia você vai lá, embora não saiba ainda quando isso acontecerá. Minha jornada rumo ao topo do Monte Roraima pode ser enquadrada nessa última categoria, sem sombra de dúvida.

Já viajei muito por esse mundo afora, principalmente na América do Sul, perpetuando uma prática familiar. Não somos uma família de nômades, não temos o costume de ficar pulando de galho em galho, morando aqui e acolá, mas a gente gosta de uma estrada, se gosta! Nada profissional, tudo muito amador, vou logo avisando. Não tenho primos que escalaram o Everest, tios que fizeram a travessia do Atlântico a vela ou irmãos que dormiram em casas de nativos da Mongólia. 

Somos gente simples, com hábitos simples, quase todo mundo um pouquinho sedentário, ninguém com muita grana, enfim, somos brasileiros comuns, com uma única característica: gostamos de viajar, ainda que seja para visitar um parente na cidade vizinha. Sabe essa coisa de pegar a estrada, de arrumar uma mala, de encarar o sacolejo de um ônibus ou o apertume de um avião? A gente adora isso!



Em 2000, viagem solitária aos EUA, quando as Torres Gêmeas ainda estavam de pé.


Tenho um tio que já foi a uma porção de Copas do Mundo: México, Alemanha, Argentina, Coréia do Sul, Japão, Itália, Espanha... Se não tem futebol, ele viaja assim mesmo. Um primo fez a trilha de Macchu Picchu duas vezes. Meu avô só foi viajar para o exterior com quase 70 anos de idade, pois sempre foi muito pobre e não tinha condições de bancar uma aventura desse porte. Mas, na primeira vez que viajou (com a ajuda dos filhos) gostou tanto que, só de teimosia, viveu até os 92 anos, acho que só para poder ficar viajando. Com quase 90, ainda teve energia de ir para os Estados Unidos. Menos de um mês antes de morrer, estava viajando.

Os parentes que não têm grana para cruzar a fronteira não ficam em casa. Viajam sempre que dá, nem que seja uma excursão rodoviária para sair de Minas e ir até a praia uma vez por ano. Aliás, a praia sempre foi a melhor desculpa para o mineiro viajar. Quem é carioca pode passar a vida inteira sem sair da cidade e ainda assim ter a sensação de ter feito turismo boa parte da sua existência. Tudo bem que mineiro tem Ouro Preto e as outras cidades históricas, mas a ausência do mar é sempre a melhor desculpa para pegar a estrada.

Eu fiz isso quando ainda era moleque novinho e meu pai foi trabalhar em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Só que aí foi uma viagem de mudança, não de turismo. Independente disso, acho que comecei a gostar da estrada nessa época, quando não tinha nem entrado na escola. Para visitarmos nossos parentes na cidade natal, Uberlândia, a gente tinha que rodar mais de 2.000 quilômetros na época, em uma Variant azul que não devia passar dos 80 km/h. 

Avião? Não tínhamos dinheiro para isso e nem por isso a gente ficava triste. A viagem sempre começava de madrugada, coisa do meu pai, que gostava de sair antes do sol nascer. Quem conheceu esse carro, a Variant, sabe que ele tinha o porta-malas na frente e o motor na parte traseira. Sobre o motor, havia um espaço livre, onde também se podia colocar malas. No caso, não as malas, mas os malas: eu e meu irmão mais novo. O mais velho ia sozinho no banco traseiro, de passageiros. Sob um colchão ou qualquer coisa desse tipo, os dois menores eram colocados ainda dormindo no carro e o sono continuava até depois do dia amanhecer, embalado pelo calorzinho que saía do motor. Claro, saía um barulhão tremendo também, acho que a única razão de hoje eu não ter uma boa audição, já que nunca fui de escutar música em altíssimo volume. 

Tudo bem, essa parte a gente pula. O que interessa é que passávamos os dias de viagem ali na traseira daquele carro, brincando, olhando a paisagem, às vezes descendo para conhecer cidades como Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. Minha mãe era pintora e mais de um quadro sobreviveu dessa época, retratando paisagens por ela registradas nas rodovias que pegávamos. Bons tempos. Pena que minha memória ainda em formação não registrou muita coisa.

Depois de nos mudarmos novamente para Minas Gerais, as viagens não pararam. Praticamente todos os anos, lotávamos o carro de meninos e bagagens e íamos para o litoral, como bons mineiros: Ubatuba/SP, Marataízes/ES, Porto Seguro/BA e por aí adiante. Aos dezessete, fui fazer faculdade na capital paulista e nem por isso minhas viagens se restringiram ao roteiro Uberlândia – São Paulo: visitei muita cidadezinha ali perto da megalópole, peguei um sol em Maresias, Boiçucanga, Ilhabela, São Sebastião, fui para Campinhas, Sorocaba, Santos, Praia Grande, passei um final de semana em Londrina, no Paraná, enfim, fiz um bom giro pela redondeza, com algumas esticadas mais distantes.




Em 1998, exausto depois de dirigir 10 horas de Campos do Jordão até minha cidade em Minas Gerais, chegar, tomar banho, ir direto para a rodoviária, pegar mais de 12 horas de ônibus para Campo Grande/MS e outras tantas horas até Corumbá, em uma odisseia rumo a Machu Picchu (que não deu certo). Na foto, após essas 36 horas de deslocamento, no hotel de Corumbá.


Mas, meu entusiasmo decolou definitivamente quando o primo do Serjão, colega com que dividia o apartamento em Sampa, passou dois dias por lá antes de seguir para um mochilão pela Europa. Além de ouvir a empolgação dele, também fiquei com o livro “Uma aventura legal”, de Sérgio Motta, no qual o autor narrava uma viagem muito maluca por 24 países da Europa e da África, gastando migalhas por dia. Devorei aquelas páginas avidamente e logo meu cérebro começou a ruminar uma aventura parecida, embora certamente mais rápida e não tão espartana. Sem perceber, ao terminar a última página eu já tinha formatado meu cérebro para me transformar em um viajante convicto. Mas, outra hora eu conto sobre minhas peripécias pelo Velho Mundo...




Chegando a Barcelona, em 1997, após uma noite no trem desde Madri, encontrei uma turma que havia varado a noite em uma despedida de solteiro. Acabei me juntando a eles por alguns instantes! (na foto, sou o terceiro, da esquerda para a direita, em pé)


Pulando um pouquinho no tempo, para não ficar chato, voltemos a falar do Monte Roraima. Eu já tinha escutado esse nome, mas não tinha muita noção do que significava. Óbvio que deveria ser uma montanha e se localizar em Roraima, no norte do Brasil. Ponto final. Não sabia mais nada. Até que um dia, viajando pelo Chile, um dos meus destinos preferidos, eu conversava com um gringo quando fiz a clássica pergunta:

- Você conhece o Brasil?

- Já entrei rapidamente no país, pelo Monte Roraima.

Pronto, eu já tinha mais uma informação: a tal montanha ficava na divisa do Brasil com algum vizinho, provavelmente um daqueles três países que pouca gente sabe se são países mesmo ou se ainda são colônias - Guiana, Suriname e Guiana Francesa - , ou então a Colômbia ou a Venezuela. Confesso que não me preocupei em olhar no mapa, mas o nome Monte Roraima ficou azucrinando a minha cabeça.

Alexandre Henry
alexandre.henry.alves@gmail.com

003 - Cenas do início da aventura


Depois de alguns dias em Uberlândia (morava em Porto Velho na época), o voo da Gol para SP marcava o início de uma longa viagem e de uma grande aventura




A primeira conexão foi em SP. Em pouco tempo, sairia da selva de pedra para sobrevoar a selva de verdade




A conexão em Brasília já aconteceu de noite. A foto do Plano Piloto ficou bacana

002 - A primeira ladeira

Na foto, o desafio parece ridículo. Puro engano. A subida era cruel.

Em algum momento de toda grande jornada, às vezes até antes mesmo de começar, você vai pensar em desistir. É sempre assim quando aparece um grande desafio à frente, como uma caminhada de seis dias em terreno extremamente acidentado, carregando uma mochila gigantesca nas costas. Acontece a mesma coisa quando você vai se casar, quando resolve estudar para um concurso dificílimo, quando decide abrir seu próprio negócio. Em algum momento de toda grande jornada, às vezes até antes mesmo de começar, você vai pensar em desistir. Acredite em mim, eu sei o que estou falando.
Exatamente no dia 13 de abril de 2010, às 12h45m, no horário brasileiro de Manaus, eu pensei em desistir. Não era a primeira vez em relação àquela aventura, eu confesso, mas talvez fosse a mais tentadora avaliação da possibilidade de deixar tudo para trás, uma vontade louca de correr de volta para a comunidade indígena de Paraitepui, onde havia sido deixado por uma Toyota Land Cruiser há cerca de duas horas, de pegar o primeiro veículo para Santa Elena de Uairén, depois para Boa Vista, já no Brasil e, então, um avião para o conforto de casa. Uma cama macia, um bom chuveiro de água quente, refeição a qualquer minuto, TV de 46 polegadas plugada no aparelho de Blu-Ray, meu mais novo brinquedinho, internet de alta velocidade para navegar a qualquer momento e, claro, bons dias sem trabalho pela frente. 

Qual a lógica deste mundo me faria trocar tudo isso de bom pela tarefa quase impossível de continuar aquela jornada, durante a qual meus pés certamente se arrebentariam, meus músculos se contorceriam de cãibras, eu dormiria numa barraca gelada sentindo o relevo do chão de terra e a comida seria sempre de qualidade duvidável? Por que trocar o conforto e a segurança da minha casa por um lugar inóspito, no qual não seria possível ser socorrido nem por helicóptero, se o tempo estivesse fechado, ficando sujeito a me esvair em dor até morrer, caso algum acidente acontecesse? Qual o sentido de maltratar meu corpo com uma mochila pesando uma tonelada, quando poderia exercitá-lo moderadamente em uma partida de tênis?

Dez dias antes, eu estava me deliciando em um hotel na Praia do Madeiro, no paradisíaco litoral potiguar. Cama maravilhosa, piscina com água quase morna e uma vista deslumbrante do mar. Como a vida da gente muda tão depressa?! Em um dia, você está no céu. No outro, sem que tenha cometido qualquer pecado relevante, está pagando o que fez e o que não fez no inferno. Sob o sol do litoral nordestino brasileiro, a água para matar a sede vinha em uma bandeja, trazida por um garçom sorridente que, em duas palavras, poderia trazer tudo de bom que eu quisesse. 

Agora, sob o sol venezuelano, a única água que eu via era a do suor que escorria incessantemente da minha testa, vindo diretamente da fonte de cabelos encharcados sob um chapéu esquisito em estilo militar que adornava minha cabeça. Para matar a sede, o trabalho seria imenso, pois o cantil estava dentro da velha e inadequada mochila de trilha, cujo trabalho de tirar e recolocar nas minhas costas me animava a continuar com sede. O garçom mais próximo, se é que havia algum garçom próximo, deveria estar a mais de uma hora de viagem. Mas, isso não era o pior.

Depois de caminhar por um quilômetro e meio em descida, mais uma distância parecida em uma subida relativamente leve, os primeiros passos daquele desafio, eu estava agora enfrentando a minha primeira e cruel subida íngreme rumo ao topo do Monte Roraima, embora a montanha ainda estivesse muito longe dali, mais precisamente a três dias de sofrimento. O GPS inconstante marcava que a saída da comunidade tinha se dado a uma altitude aproximada de 1.300 metros acima do nível do mar, seguida de mais de um milhar de passos até chegar a um córrego a cerca de 1.230 metros de altitude. Dali para frente, uma pequena subida até 1.265 metros e então a ladeira rumo a um cocuruto que certamente ultrapassaria os 1.360 metros.

É, na primeira subida é que a gente vê se a iniciativa vai dar em algum lugar ou se o melhor é pegar o rumo de casa.

Não sei em qual altitude eu estava quando me lembrei da minha cama macia, do sorriso da minha esposa, dos meus amados aparatos eletrônicos e de todas as maravilhas que configuravam a minha casa e a minha vida na cidade. Acho que não faltava tanto assim, mas meu batimento cardíaco acima de 180 cavalgadas por minuto me dava a impressão de que à frente ainda havia um Everest. O Lee, guia auxiliar dessa doideira, estava quase lá. Até aí, nada de mal, pois ele era guia e já estava acostumado com aquele ritual masoquista. 

O problema era o Gustavo, meu único companheiro de viagem, amigo dos tempos em que enfrentamos outro tipo de desafio no Tribunal Regional Federal lá do Nordeste. Ele também parecia estar chegando ao topo do morro, deixando-me vergonhosamente para trás, como eu tanto temia. Aliás, essa era outra razão para largar aquela ideia maluca e voltar para casa. Não bastasse o sofrimento físico, a tortura para cada um dos meus músculos e ossos, eu agora sabia que o temor de passar vergonha realmente seria materializado, o temor de ser o peso morto da caminhada, aquele sedentário idiota que sempre fica para trás, que envergonha o grupo, que nunca deveria ter entrado em algo que definitivamente não era adequado ao seu perfil preguiçoso e lerdo.

Enfim, eu estava no meu primeiro dia de caminhada rumo ao topo do Monte Roraima, a mágica montanha no mundo perdido, a estranha formação rochosa que abrigava a fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a República Cooperativista da Guiana, e estava prestes a desistir, menos de uma hora depois de colocar o pé na trilha. Continuar significaria me expor a riscos que agora eu sabia serem altíssimos, tanto para o meu corpo, quanto para a minha saúde e a minha reputação. Aquela subida íngreme também me mostrava que o medo de não conseguir terminar a trilha não era algo fruto apenas de minha imaginação doentia, mas uma possibilidade real e bastante provável. 

Como eu conseguiria continuar caminhando aquele e mais cinco dias, sendo que meu coração já tinha ultrapassado meus limites de batimentos cardíacos e meu pulmão não conseguia puxar todo o ar necessário para mandar oxigênio para os músculos? Minhas pernas fraquejavam, a mochila me torturava as costas, meu calcanhar direito já sentia o atrito com a bota e os músculos das pernas tremiam mais do que um gato acuado por uma matilha de lobos. Eu me sentia tonto, o calor quase me sequestrando os sentidos e a boca cada vez mais seca. 

Para piorar tudo isso, eu tinha a consciência de que estava fazendo uma subida de pouco mais de 100 metros, para chegar a uma altitude que não era nem a metade daquela encontrada no topo da montanha. Pela frente, se eu decidisse continuar, ainda teria dezenas de subidas e faria uma ascensão vertical vinte e cinco vezes maior do que aquela ali, pelo menos. Teria eu estrutura física e mental para repetir tal desgaste assim dezenas de outras vezes? Não sabia eu que encontraria subidas muito mais íngremes pela frente, principalmente no terceiro dia?

Em algum momento de toda grande jornada, às vezes até antes mesmo de começar, você vai pensar em desistir. Subindo minha primeira grande ladeira na trilha rumo ao Monte Roraima, eu vivia exatamente um momento desses e não poderia demorar a decidir se voltaria ao conforto da minha casa ou se continuaria arriscando meu corpo e minha vida em uma aventura com ares de tragédia. Uma decisão precisava ser tomada e, em menos de dez minutos, não haveria mais dúvida alguma no meu pensamento.

Alexandre Henry
alexandre.henry.alves@gmail.com

001 - Um livro inacabado (que virou blog)

No primeiro semestre de 2010, fiz a caminhada de seis dias no Monte Roraima, no norte do Brasil, juntamente com meu colega Gustavo. Registrei muita coisa, dados, acontecimentos, percepções e por aí vai. 

Voltei e comecei a redigir um livro, que iria publicar e certamente a turma que gosta de aventuras iria apreciar.

Por uma dessas razões que a gente nunca entende, abandonei o projeto quando o livro já estava bem encaminhado. Mas, ainda que o tempo tenha levado boa parte do que faltou para longe da memória, restaram muitas fotos e meu diário de viagem.

Agora, decidi transformar tudo em um blog. Vou publicando aos poucos, tal como escrevi, inclusive sem fazer correção de português. Quando chegar a hora em que o livro foi interrompido, continuo com o que restou da minha lembrança, apoiado pelas fotos e o diário.

Espero que você goste!

Alexandre Henry
alexandre.henry.alves@gmail.com